sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Por Wilson Alves

Reflexão sobre o Perfil e as Atribuições do Professor Dinamizador

Este profissional, como qualquer outro professor da Escola, está intimamente ligado a equipe pedagógica da instituição. Servidor efetivo, responde hierarquicamente à Gestão da Escola onde se encontra lotado. Dessa forma, é importante uma estreita observação aos ditames da equipe escolar sem deixar de atender as solicitações próprias do cargo, a saber, a dinamização do Laboratório de Informática e dos Recursos Midiáticos.
O Dinamizador de laboratório é aquele profissional que estabelecerá uma “ponte” entre o professor de uma disciplina específica e o aluno, quando do uso dos equipamentos, incluindo nesse processo, além dos computadores, a TV ,DVD e outros. Disso resulta que o Dinamizador precisa ter uma visão global no tocante ao planejamento de atividades com o uso das referidas tecnologias. É ele quem tem melhor visão a despeito do uso adequado do tempo em proporção a realização de atividades condicionadas ao perfil dos alunos. Como os demais professores, ele é um agente facilitador do processo de ensino-aprendizagem, pois, na conjuntura do seu dinamismo, estabelece junto ao professor titular que procura o laboratório as melhores atividades-meio para se atingir o fim esperado.
Conforme disposição na Cartilha 2010 da SEDUC–GO, eis alguns componentes desejáveis ao seu perfil:
· Ser servidor efetivo da rede;
· Ser professor habilitado em nível superior na área de Educação – Licenciatura Plena;
· Ter participado de curso sobre uso das tecnologias aplicadas à Educação (priorizando, inicialmente, a TV e o computador), comprovados com os documentos de certificação;
· Ser comprometido com o sucesso do projeto pedagógico da escola;
· Ter disponibilidade para participar da realização de cursos fora de seu domicílio;
· Saber formular e conduzir estratégias pedagógicas em grupo;
· Ser capaz de estabelecer processo de comunicação, marcado pela confiança, cordialidade e competência entre os integrantes da equipe escolar, pais e comunidade;
· Ter interesse e entusiasmo pelo uso de tecnologia, visando ao desenvolvimento da aprendizagem.

Todos os itens enumerados são relevantes para o desenvolvimento do seu trabalho, mas por hora, vamos nos restringir a esmiuçar com maiores propriedades o que compete a sua própria formação para o desempenho da sua função. Sabemos que para qualquer ofício que propomos desenvolver, é imprescindível estarmos num processo de formação contínua. No caso do Dinamizador de Laboratório, é fundamental que este esteja em perfeita sintonia junto a instituição que promova capacitação para a sua área, o NTE - Núcleo de Tecnologia Educacional. O NTE no uso das suas atribuições, durante todo o ano letivo, procura levar àquele cursos, oficinas, palestras e suporte técnico para o bom desempenho do seu trabalho. Essas atividades compõem uma gama muito grande de recursos técnicos os quais o Dinamizador de Laboratório pode e deve oferecer ao professor, dando sentido à sua função. Nesse processo de formação contínua, o professor-dinamizador conta com uma equipe pedagógica formada e capacitada para ajudá-lo no desenvolvimento de novos trabalhos, novas idéias que possam agregar valor as atividades desenvolvidas com o uso das tecnologias no contexto pedagógico. Não obstante, a partir dessa interação com o NTE, o dinamizador tem a oportunidade de estender uma interação também com outros dinamizadores, sendo o NTE um Pólo de referência e um centro redistributivo dos saberes elementares à sua atividade.
Outra característica importante do trabalho do dinamizador encerra em questões que transcendem ao movimento estritamente técnico: A Ética profissional. A sua formação ética é balizadora do conjunto operacional do trabalho desenvolvido pelo profissional do laboratório de informática. A educação contemporânea privilegia a formação integral do aluno, o que justifica a esse profissional ser detentor de saberes que digam respeito ao relacionamento interpessoal, ao respeito mútuo no trabalho, à solidariedade. Ademais, sabemos que o processo educativo a muito não é visto como um amontoado de disciplinas segmentadas, meramente justapostas e desconexas entre si, logo, não cabe apenas ao professor de Filosofia, Sociologia ou Língua Portuguesa envolver em suas aulas o problema da ética, mas todos os profissionais da educação, incluindo, portanto, o professor dinamizador.
Espera-se do aluno egresso do Ensino Médio que ele possa contemplar conhecimentos que vão além do aprendizado da educação formal. O mundo do trabalho exige do aluno pleno domínio dos saberes técnicos da educação formal, mas também que saiba interagir com a sociedade, com os clientes e com colegas; que saiba relacionar-se com a multiplicidade que marca o mundo globalizado. Nesse ínterim as tecnologias da educação são um aporte para o desenvolvimento do aluno e que, por sua vez, exige também do dinamizador o domínio das competências do relacionar em grupo, da liderança de pessoas, do domínio de atitudes do saber ser e do saber fazer – contemplando uma formação pró-ativa para o aluno; exige ainda, capacidade de interagir com a sociedade e com as famílias dos educandos. Definitivamente, o profissional das tecnologias na escola não é uma “pedra” deslocada da estrutura do sistema educativo, antes, um ponto de convergência pronto a auxiliar todas as áreas do saber de modo que coadune em um processo de construção do conhecimento com a participação dos recursos midiáticos.

Wilson Barbosa


- Filósofo Clínico 
- Especialista em Tecnologias na Educação

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Por Wilson Alves

UMA CONVERSA SOBRE INCLUSÃO

Por Wilson Alves, Filósofo Clínico, Especialista em Tecnologias na Educação, Pesquisador e Professor Formador do NTE- Núcleo de Tecnologias Educacional de Anápolis-GO.

Se buscarmos na literatura, vamos facilmente perceber que para os Franceses Iluministas, o homem seria e é, uma Tábula Rasa ao nascer. Isso tem implicações profundas para a construção de uma análise que, por natureza, é dilemática: A Síndrome de Down e o Processo Epistemológico da criança, mais especificamente no que concerne ao Ensino e Aprendizagem.
A partir do momento em que seja verdadeira a premissa que uma criança nasça Tábula Rasa, infere que essa criança nasce com zero de conhecimentos; vazio no saber. Dessa forma, somente em um amplo processo mental de construção contígua, onde a pessoa matematiza dados, estabelece relações complexas entre objetos sensoriais e abstratos, é que se consegue compreender e apreender conhecimentos, tornando-o, dessa forma, intrínseco em si e para si .
Se os estudos do ilustre Filósofo John Locke, especialmente os dedicados à sua obra Ensaio acerca do Entendimento Humano (1960) fossem concludentes acerca do problema, por mais que a neurociência, a psiquiatria e as psicologias da educação se desenvolvessem, dificilmente conseguiriam grandes êxitos sobre os estudos do aprendizado do sujeito cognoscente, nesse caso, estudos que corroborem para o aprendizado da criança portadora de Down. Em geral, os estudos científicos seriam, invariavelmente, precários.
Essa breve introdução tem como objetivo defender um postulado largamente discutido pelas ciências médicas e pelos profissionais correlatos. As atividades do SNC (Sistema Nervoso Central) podem e devem ser estimuladas após o nascimento do bebê. O homem definitivamente não é Tábula Rasa, como gostaria Lock. Entende-se com isso, que para crianças acometidas de Down, o primeiro apoio psicopedagógico não deve ser iniciado na escola, mas na família. O Estímulo Sensorial, por si somente, garantirá o desenvolvimento da criança pré-escolar n'uma situação mais amena, haja vista as limitações naturais de quem é portador da Síndrome de Down. A afirmação de que o homem não é Tábula Rasa não vêm nesse artigo acompanhado de referências bibliográficas dado o fato de que é algo absolutamente superado nos estudos modernos por incontáveis especialistas, inclusive, por especialistas contemporâneos.
O problema é que por mais que a teoria de Lock seja ultrapassada nos dias atuais, grande parte do ocidente (incluindo o Brasil) respalda muito da sua política educacional nos postulados do filósofo, com breve passagem em Rousseau – especialmente sob a sua teoria do Bom Selvagem. Não nos iludamos, essa política educacional, especificamente nesse formato, é uma questão POLÍTICA!
Precisamente quanto ao ponto central do artigo, e considerando então uma criança que nasça com a Síndrome de Down, essa criança trará consigo referências intra-uterino que precisam ser estimuladas pelos pais. Essa estimulação não restringe apenas em aspectos relacionados à reflexão, ao sensorial, propriamente dito, mas também a aspectos abstratos. Um exemplo de estimulação abstrata é a promoção de um ambiente de paz, serenidade e afeto. Essas iniciativas fornecem à criança com Down maiores possibilidades para o seu desenvolvimento interacional com o mundo e com as coisas. Assim, ao chegar à idade escolar, fundamentalmente necessitará de um acompanhamento especial. Seu aprendizado, em matéria de tempo, não ocorrerá na mesma velocidade dos alunos entendidos por “normais”. Diante do contexto, surge uma questão eminentemente filosófica: Qual é o fim último da educação? Não queremos ater-nos nos méritos filosóficos da questão e não debateremos as possibilidades de respostas, mas acrescentamos uma Premissa Menor anterior à questão: ao se iniciar um trabalho pedagógico com uma criança portadora da Síndrome de Down, mais do que “descarregar conteúdo” importa oportunizar um ambiente que ela possa construir a sua própria identidade!
Com um mínimo de decência e reflexão, há de se ver que o princípio de formar o indivíduo que compreenda o processo por meio de um trabalho de mediação que contribua para a construção dos seus valores; para o direcionamento educativo que priorize a tolerância e a solidariedade social, transcende (ou deveria transcender), os objetivos preconizados pelas sociedades capitalistas, a saber, uma preparação pedagógica que vislumbra uma formação exclusiva para a competitividade do mercado do trabalho. Formar o aluno para o meio, para o mercado de trabalho, é oferecer uma formação parcial, segmentada, não atingindo o fim desejado – o de oferecer elementos cujos resultados eleve a criança e o adolescente como pessoa, como gente.

Notadamente, no caso específico de crianças com Down, sabemos, inclusive com o apoio de larga bibliografia publicada, bem como através de artigos correlatos, que o deficit de atenção tende a ser maior. Nesse caso, o interesse sob determinado conteúdo pedagógico ou não, pode ter curta duração, tornando fundamental manter sempre uma variedade enorme de situações que possam promover o aprendizado, e ainda, por parte dos professores, é fundamental que haja uma paciência quase sobre-humana para lidar com o fator Tempo. Enfim, é necessário uma dedicação especial a essa criança. Portanto, nesse contexto, chega o momento X: o momento da Inclusão. Equivocadamente, muitos professores cuidam do tema negligenciando alguns aspectos. Várias limitações, expressamente as apontadas no DSM IV (Manual Internacional de Doenças Mentais), em muitos casos, em se tratando de inclusão escolar para com essas crianças, não objetiva necessariamente a sua inclusão nas salas de aulas “comuns”. A inclusão nas salas comuns é o objetivo geral, porém, não o é, em muitos casos, o específico. A Síndrome de Down é decorrente de uma alteração genética ocorrida durante ou imediatamente após a concepção. A alteração genética se caracteriza pela presença a mais do autossomo 21*1, ou seja, ao invés do indivíduo apresentar dois cromossomos 21, possui três. Mas essas crianças, considerando as suas limitações, conseguem, com o esforço da escola e da família, permanecer nas salas de aulas normais. O que determinará todo o processo é o afã do professor em descobrir opções e formas de ensino que encontre quietude e pouso no universo singular dessa criança.
SUGESTÕES DE INTERAÇÃO COM A CRIANÇA PORTADORA DA SÍNDROME DE DOWN
  • EM MOMENTOS DE EXALTAÇÃO, INQUIETAÇÃO, FADIGA, O QUE FAZER?
Procure, via Intencionalidade Dirigida ( conversar com a criança dirigindo a conversa por meio de assuntos do seu interesse), levá-la às idéias complexas, às abstrações. Ex: Pedrinho, esse seu carrinho azul, não faz a gente lembrar do azul do céu? Você já brincou com as nuvens, imaginando carrinhos, bichos, pessoa andando pelas estradas e montanhas formadas em desenhos nas nuvens? Olhe para o céu e crie as montanhas, carros, bichos e estradas nas nuvens. Observe que com uma simples conversa imaginativa como essa, temos a oportunidade de deslocar a atenção da criança do aspecto somático, do aqui e do agora, e levá-la para um ambiente que tende a transmitir paz, calma e sossego (se isso for assim para a criança, caso contrário, não surtirá efeito).
  • QUANDO DO CONTRÁRIO, EM MOMENTOS DE DESATENÇÃO, QUANDO A CRIANÇA ESTÁ EM PROFUNDA ABSTRAÇÃO (VIAJANDO NO PENSAMENTO), O QUE FAZER?
Uma sugestão é fazer o caminho oposto da ilustração acima, ao invés de levá-la a derivações de derivações, onde provavelmente ela se perderia ainda mais no seu universo singular, fugindo completamente dos objetivos pedagógicos, o ideal é que o professor a traga de volta. Isso pode ser feito com ações muito simples. Vejamos um exemplo que caracteriza o fato: Luizinho, o que você sente quando eu toco aqui em você” (o professor escolhe uma área qualquer, por exemplo, num ponto fixo do antebraço, pressiona suavemente e pergunta se ele sente dor, cócegas, calor, etc). Ao fazer isso, o que estamos fazendo? - Conduzindo-o ao Dado Sensorial, fazendo com que sua atenção novamente se fixe em algo concreto, imediato, quebrando, nesse instante, os vínculos com as derivações.
  • SEU DEFICIT DE APRENDIZAGEM O IMPEDE DE APRENDER VIA MEMORIZAÇÃO. O QUE FAZER?
Uma proposta seria promover ações que não transcorram pelo Raciocínio Lógico puramente, mas que seja vinculado ao Raciocínio Lógico-Dedutivo. Dessa forma, o professor pode testar atividades que contenham a possibilidade de trabalho com E-R (Estímulo-Resposta). Um pálido exemplo são os trabalhos executados nos laboratórios de física. Com o dado empírico, provavelmente aumentam as chances de efetivar o aprendizado, desde que esse aprendizado faça sentido à criança, ainda que indiretamente ou momentaneamente. Poderíamos perguntar: Mas de que adianta um aprendizado momentâneo? - Adianta para, a partir dele, incluir outros recursos e metodologias a fim de alcançar e sedimentar o conhecimento não momentâneo.
Todos esses fatores, exemplos e circunstâncias, podem, quando desejado, serem transcritos e adaptados, inclusive, ao uso de softwares pedagógicos próprios à crianças com necessidades especiais. Hoje, há no mercado infinidade de opções. Cabe ao professor, cientificar-se da melhor opção para cada caso; ter desprendimento para tentar de novo; ter paciência para começar do zero. Ser sempre que necessário, um farol pertinho quando preciso, e um farol distante quando preciso.
Sugestão de Sites, Vídeos, e Recursos que Podem Colaborar no Ensino-Aprendizagem para a Criança com Síndrome de Down
1http://www.ufv.br/dbg/BIO240/DC07.htm

Wilson Barbosa


- Filósofo Clínico 
- Especialista em Tecnologias na Educação



quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Por Wilson Alves

FERRAMENTAS DO COMPUTADOR COMO MEDIÁTICOS PEDAGÓGICOS


Pensar nos aplicativos do computador como instrumentos pedagógicos requer certo desprendimento crítico por parte da instituição escolar. Não importa enchermos o laboratório de informática com dez, vinte ou trinta alunos quando não temos claramente definidos os fins. Persuadi-los de que precisam estar abertos a experiências tecnológicas não é o suficiente, como também não é suficiente entender um editor de texto ou uma rede de informações hiperligadas na web senão temos um constante crítico e reflexivo sobre essas ações.
Na era das enciclopédias de papel o aluno, “guiado” pelo professor executava a tarefa de pesquisas com o intuito de desvendar determinada temática. Nesse caso, esse aluno já transitava por hiperlinks em função da adjetividade das palavras pesquisadas, isso implica que não é algo absolutamente inédito ter às mãos uma gama de informações áridas e soltas, ainda que essas palavras tivessem sentido semântico justificáveis. No caso dos textos conexos que a internet oferece, facilita esse processo dado a sua velocidade e dimensão. Porém, na mesma medida que oferece largas dimensões, maiores também são as chances de nos perdermos em textos difusos dos objetivos propostos. A questão é: de que importa tudo isso quando o professor não disponibiliza um planejamento longitudinal para que o aprendiz estabeleça conexões lógicas e abstratas sobre o assunto tratado? Ora, a educação que se espera para o século XXI consiste num processo de formação que garanta competências que vão além da simples pesquisa. Mais do que conhecer os recursos wikipedianos, é necessário pensar o quê se lê; formar uma consciência de mundo. Não restam dúvidas de que o processo é facilitado por meio dos recursos disponíveis no computador, mas não mudará os velhos paradigmas se o professor não mudar os elos de simples memorização a despeito do que outros pensaram ou disseram. A competência que se espera com o auxílio do computador é que este diminua o trabalho secundário de manusear textos, para que dessa forma se tenha mais tempo de mobilizar recursos cognitivos para criar alternativas de resoluções de situações-problemas.
Olhando o contexto por uma ótica diferente, é afirmar que o principal objetivo do professor ao trabalhar com os seus alunos no laboratório não é ensinar-lhes manusear os recursos dos programas. Isso os próprios programas já o fazem. Ademais, num breve futuro farão ainda mais, como por exemplo, traduções em tempo real nos sites de relacionamento e programas de conversação, uma das poucas fronteiras com limites internacionais. O que programas de informática nunca farão é pensar criticamente e decidir pela pessoa. É aí que está a grande oportunidade de desenvolvimento epistemológico do educando que pode e deve ser tratado, cuidado, intermediado pelo professor, ainda que seja simplesmente em um único ponto de vista, lembrando que um ponto de vista é apenas a vista de alguém do ponto onde esse alguém se encontra, nesse caso, o professor. Quando a escola é voltada para uma pedagogia de formação contínua, tende a entender as tecnologias como adequada para essa visão formativa porque passa a idéia de modernidade e atualidade; de constância e assimetria na aquisição dos saberes. E de fato o é, mas uma formação contínua, entre outras coisas, não restringe apenas em equipar escolas com internet de alta velocidade. Internet na educação é, antes de tudo, requisito para que no oceano de suas possibilidades, ambientes de discussões onde ética e valores, sejam promovidas; lugar que por possibilidades de interação, vá além dos muros da escola; lugar onde o espírito de solidariedade e companheirismo se estabeleça. Há no Brasil uma lacuna muito grande a ser preenchida no que diz respeito à reflexões acerca dos conteúdos programáticos para a educação básica que imprima uma personalização e que corresponda às necessidades precípuas de cada unidade escolar. Numa perspectiva vertical, é imposta a necessidade de sequências curriculares cuja história tem demonstrado que currículo escolar embasado em sequências curriculares nem sempre seguem na mesma direção das necessidades que a vida impõe: Imposições do mundo do trabalho; imposições de equilíbrio na afetividade; imposições por vezes abrupta, como por exemplo, o aprendizado que temos que ter para lidar com as perdas, com os limites do amor e, sobretudo, com os valores que regulam as relações sociais.
Enfim, espera-se que das ferramentas do computador das quais a escola dispõe, não convertam em pressupostos inconscientes (ou conscientes) para fazer de novo, o velho; Que não sirvam de meio maniqueísta para verter absolutismos que sufocam a capacidade de fruição de competências do e no aluno. O professor em meio a toda essa negociação entre tecnologias e didática não deve se sentir inerte e espectro dos saberes, ao contrário, é ele o grande provedor da sinergia que pode ser criada sob as bases da World Wide Web, relacionando e regulando situações de aprendizado.
Lembre-se professor, você pode estar em um laboratório de informática e não ser PHD em telemática (algumas organizações usam essa nomenclatura) pode ainda, não ser exímio como os seus alunos em uso do Blog e do Twitter, mas você é mestre em associar um mero substantivo feminino tal como “casa” à família, lar e paz. Não especificamente em uma ordem do estudo das mudanças ou translações sofridas no tempo e no espaço pela significação semasiológica das palavras, mas numa ordem existencial e de significado singular às ansiedades do seu aluno.



Wilson Barbosa


- Filósofo Clínico 
- Especialista em Tecnologias na Educação

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Por Wilson Alves

Uma Conversa Sobre Fatos da Escola

Quando pensamos em Tecnologias na Educação, facilmente surge tácita tendência em incorrermos a um pensamento caracterizado predominantemente por ideais do tecnicismo. Isto é, a uma idéia de uso, apropriação e inclinação por parte do educando, da utilização das tecnologias para o seu uso e aprendizado exclusivamente pragmático no sentido estrito do termo, o que é verdadeiro, mas incompleto.
Refletir nas tecnologias educacionais implica em um movimento intelectual que transcende o caráter eminentemente manual dos anos 70 que marcou a educação brasileira. Importa também agregarmos à reflexão elementos contemporâneos, a saber, o aspecto da interdisciplinaridade e da solidariedade humana, a reflexão sóbria sob o conhecimento, a vivência prática do saber ser e do saber fazer. Em suma, sutilmente posiciona o aluno para a construção contígua com o outro. Traz ao educando a oportunidade da vivência do trabalho em equipe e a oportunidade de explorar a sua criatividade, o que é implicitamente aludido pela LDB 9394/1996 em todo o seu texto, com menção clara nos seus Art.2º e 35 II.
A educação não deve ser vista como um mero instrumento particionado, onde as disciplinas não encontram identidades recíprocas e intencionalidades comuns no aspecto sinergético que a sustenta. Quando os nossos jovens saem da escola e seguem em direção ao mundo do trabalho, é esperado desses estudantes que possuam uma íntima visão pró-ativa do mundo; uma visão crítica do meio social e do mercado produtivo e, por conseqüência, que incorporem em seu aprendizado um perfil que contemple flexibilidade profissional para adaptarem-se ao novo, ao inesperado e, numa perspectiva platônica, ao belo. Espera-se que tenham desenvolvido na escola uma capacidade de tomar decisões, balizadas em seus conhecimentos, em sua experiência escolar e extra-escolar, na altura e limites desejáveis e proporcionais às responsabilidades que lhe são próprias, considerando, portanto, idade apropriada e um equivalente grau de maturidade.
Talvez o leitor se pergunte por que essa temática encadeia o centro desse artigo. A razão é simples: cabe ao educador a responsabilidade de equalizar as bases do conhecimento a ser transmitido, compartilhado, mediado junto a seu aluno. Nesse teor, enquanto sujeitos em busca do saber, o professor precisa compreender as tecnologias como uma aliada importantíssima para a consolidação da interdisciplinaridade. D’outro modo, se vermos que o computador enquanto exemplo de uma tecnologia, entre tantas outras, não coaduna com uma pedagogia para Matemática, para a Física, para a Filosofia ou para a Língua Portuguesa ou outra disciplina qualquer, ou ainda, que o computador não possui a capacidade de ser instrumento para interação de
nenhuma forma para com o processo de ensino e aprendizagem, não seria exagero vislumbrar que viveremos um retrocesso à educação livresca, tautológica e reprodutivista – o que não comporta mais a um país como o Brasil tão ajustado às expectativas internacionais globalizadas. Logo, cumpre aos professores desprenderem-se de “padrões” que eventualmente os amarram e lançarem-se então a projetos de sucesso, de conquistas e descobertas. Nesse ínterim é sugerida uma tentativa de experenciar o uso das tecnologias para o processo educativo. Esse universo tecnológico é muito bonito de se viver, descobrir e utilizar. Através das possibilidades com as tecnologias, mundos outrora aparentemente prosaicos, ambíguos, contraditório às expectativas do século XXI se encontram e se ajustam. Na educação, o Ensino Religioso desenvolverá projetos interdisciplinares com a Biologia explicando reciprocamente sobre a Alma e o corpo. A Biologia, por sua vez, conversará longamente com a Língua Portuguesa que, por sua natureza hermenêutica, convidará a Matemática para um “cafezinho racional” bem ao gosto do mundo das exatas. A Sociologia chamará a Arte para profundas investigações a respeito dos mistérios da natureza, da Estética e das relações de Causa x Efeito no universo. Por fim, a Escola promoverá um diálogo interessante com a comunidade, com os pais, com os Amigos da Escola. Todos esses atores sociais envolvidos, o que deve ser permanente objeto de desejo e de trabalho da Instituição Escolar, culminará em direito e em fato com os propósitos da Constituição da República Federativa do Brasil que assegura a democracia ao país, bem como dará profundo sentido à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Básica, no que importa à construção da cidadania e dos direitos básicos à pessoa humana.
Professores, dinamizadores, gestores e comunidade escolar como um todo, o NTE - Núcleo de Tecnologia Educacional, idealizado e criado para colaborar na fundamentação desses princípios, mediado pelas tecnologias, no segundo semestre de 2009 continua com as suas portas abertas para trabalhar no processo de formação, capacitação tecnológica e acompanhamento escolar. Esperamos ao longo desse semestre a presença da sua escola em nossas oficinas e cursos. Esse é o nosso trabalho, essa é a nossa vocação.
Um bom retorno a todos os profissionais da educação básica e um forte abraço do NTE de Anápolis-GO.

Wilson Barbosa.
Professor Formador

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Por Wilson Alves


SISTEMA OPERACIONAL LINUX
BrOficce.org Impress
BrOficce.org Writer
BrOficce.org Calc
O QUE SÃO TODAS ESSAS COISAS?

Para maior entendimento em torno dessas questões, vamos por partes. O Sistema Operacional Linux é um sistema baseado em um outro Sistema operacional chamado Unix. Próprio do Linux importa salientar em linhas gerais, que se trata de um sistema operacional livre e aberto. Isso quer dizer que você, caro professor e/ou usuário, não precisa pagar por ele e ainda conta com a possibilidade de modificá-lo, alterá-lo, no sentido de implementação, conforme a sua demanda. Note; para abrilhantar e impressionar ainda mais, o Sistema Operacional Linux é menos suscetível a vírus.
No mundo todo, os mais entusiastas, chegam a ver o Linux mais do que um simples sistema operacional, antes, o vêem como uma nova filosofia de desenvolvimento e distribuição de software que, pela primeira vez, é voltado puro e exclusivamente para o usuário e não para a empresa que o produz. Se olharmos o fato do ponto de vista de uma economia capitalista, isto é uma novidade sem igual.
Bem, diante dessa breve definição por extensão, a finalidade de compartilhar com nossos leitores um texto com enfoque diretamente sobre o Linux, tem como objetivo exaurirmos conhecimentos sobre o que, em tese, o aproxima e o distancia da educação. O Brasil não é pioneiro em usar o Linux educativo e/ou empresarial. Países como Japão, Irlanda, Estados Unidos, Grã Bretanha França, Suécia, Finlândia, Itália, Noruega, Espanha, Austrália, Hungria, Bélgica, Dinamarca, Polônia e dezenas de outros países também fazem o mesmo. Em nosso caso específico, comprometido em estudar, divulgar e trabalhar com o Linux educativo, o NTE de Anápolis, sempre empenhado em buscar os melhores resultados, vem constantemente promovendo eventos voltados ao uso do sistema operacional Linux no âmbito intrinsecamente educacional por meio de cursos longos e oficinas diuturnas.
Ao iniciarmos esse texto, deixamos uma pergunta em aberto, a saber, do que se trata as terminologias BrOficce Impress, BrOficce Writer, BrOficce Calc. Se falarmos em Windows, logo vêm a nossa mente as “ferramentas” mais comuns que usamos no dia a dia para trabalhar, tais como: Apresentação Eletrônica: Power Point; Editor de Texto: Word; Planilha Eletrônica: Excel. Semelhante a esses aplicativos, o Sistema Operacional Linux, comporta (entre outras opções) uma suíte de aplicativos para escritório muito parecido às que encontramos como componentes do Microsoft Oficce. São eles: O Impress, o Writer e o Calc. Procurando consolidar os estudos sobre esses Softwares nos reunimos frequentemente para treinamentos e com isso, viemos concomitantemente oferecendo, como já mencionado acima, cursos e oficinas específicas das Ferramentas de Produtividade do Linux para serem trabalhados nos laboratórios das escolas que compõem a rede pública de educação. Até porque, em breve todas as escolas da rede pública estadual terão o Linux Educacional instalado, e o professor é uma peça fundamental para o sucesso dessa empreita no âmbito do Estado de Goiás. Desse modo, urge que estejamos familiarizados com os comandos básicos anunciados em sua interface.
Persuadidos de que temos todas as condições para oferecermos um trabalho de excelência, conforme tem sido a nossa responsabilidade, aguardamos a sua inscrição inteiramente gratuita em um dos cursos e/ou oficinas constantes de nossa plataforma. A inscrição pode ser feita pessoalmente no NTE ou pelo telefone (62) 3314-8338, onde você será prontamente atendido.
Um forte abraço da Equipe Gestora e de toda a Equipe de Professores Formadores do NTE de Anápolis.


fonte: http://www.basico.unicamp.br/home/Apostilas/apostila_linux.pdf




Wilson Barbosa


- Filósofo Clínico 
- Especialista em Tecnologias na Educação

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Por Wilson Alves

TECNOLOGIAS:ALGO MUITO ANTIGO



Tenho aprendido em minhas viagens, cursos, workshop e oficinas, que muitas pessoas e professores, por mais paradoxal que isso possa parecer, ainda não entendem o uso das tecnologias em apoio ao ensino-aprendizagem como propósito de algo que veio para trazer leveza, simplicidade e, sobretudo, facilidade ao trabalho humano.
É um equívoco pensar que todos os artefatos tecnológicos suprem o que o professor já trás consigo, seja por fruto de seus valores pessoais, seja por tudo o que aprendeu desde os bancos da faculdade. Outro engano é pensar que quando usamos a terminologia “tecnologia” refere-se sempre a algo inédito e futurista. Definitivamente não é. Desde que somos conhecidos por seres pensantes, construímos, inovamos e inventamos, dessa forma, a muito já usamos subsídios para tornar mais fácil nosso trabalho que culmina, em nossa profissão, no ato de ensinar. O papel-carbono e o mimeógrafo são exemplos clássicos do que quero dizer em todo o parágrafo. Como essas “ferraris” revolucionaram a educação!
O computador com programas ultramodernos, o datashow, a máquina fotográfica digital, o microscópio, todo esse aparato produz um marco ímpar na história da educação, e o melhor de tudo isso, caro professor, é que você faz parte dessa revolução, o que é simplesmente esplêndido. Esses elementos são continuidade tecnológica e não um começo. A expressão continuidade é porque você já vêm naturalmente usando tecnologias de tempos imemoriais, com vista no prisma da história. Faz sentido lembrar aos educadores o fato de que a fala humana, a escrita, e, consequentemente, os livros didáticos, revistas, projetos bimestrais e anuais são, indubitavelmente, tecnologias. Por conta disso e muito mais a finalidade do nosso artigo é tão somente imbuir-nos de que vale a pena buscarmos compreender a proposta dos recursos contemporâneos remanescentes da nossa antiga máquina de escrever. Remanescentes para ironizar o raciocínio.
Não teria nenhuma valia tudo o que falamos se as propostas do uso das tecnologias não viessem trazer melhor qualidade de ensino e, antes de tudo, melhor qualidade de vida. O que precisamos atentar e de modo algum aceitar, é que nossos professores abneguem-se, por força de sua vocação ou por “imposição” de seu profissionalismo, de viverem melhor qualitativamente, ou ainda que sucumbam-se inconscientemente em workaholic-uma compulsão desmedida pelo trabalho, o que as vezes o faz para darem o seu melhor na sua pedagogia de ensino.


Wilson Barbosa


- Filósofo Clínico 
- Especialista em Tecnologias na Educação

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Por Wilson Alves

Um Bate Papo com Colegas

Em nossos encontros com professores das mais diversas áreas do conhecimento no Núcleo de Tecnologia de Anápolis, cujo objetivo, entre outros, é a troca de experiências pedagógicas, o aprendizado com colegas, dado a vasta caminhada que possuem em anos de trabalho dedicado, por tudo isso e muito mais, fica claro e tranqüilo dizer que o mito de que “professores são resistentes” ao uso das tecnologias na sala de aula, se existiu, foi algo de um remoto passado. O que temos experenciado em nossos encontros são colegas que vêem de dois turnos diários de trabalho, de sabatina com os alunos e, em verdade, se dedicam aqui a ampliarem ainda mais o seu saber como aquisição da produção humana com muita eficiência, por meio dos aplicativos do Office, sendo, o Excel, Word, Power Point entre outras coisas. Tudo isso é muito bonito de ser ver!
Não raro, em bate-papo que vêm em formato de testemunho em nossas oficinas e cursos, os colegas percebem-se imbuídos em uma sutil transformação, percebem que houve um significativo crescimento em sua causa de estudo. Aquilo que lhes parecia obscuro e quase inacessível, torna-se íntimo. Cada professor, cada colega exerce seu modo genuíno de aprendizado. Alguns, associando o seu modo de aprender à questão tempo, enquanto para outros, há uma promoção intuitiva para a sua condição de aprender associando à questão da observação, na repetição das tarefas, no acompanhamento em loco do professor. Enfim, vários são os modos de aprendizado. O que de fato tem importância é que o nosso trabalho venha efetivamente contribuir para que cada pessoa, cada professor que faça uma oficina, um treinamento, um curso, sinta tranqüilo ao usar essa ou aquela ferramenta pedagógica, especificamente no nosso caso, as tecnologias em auxílio do seu trabalho.
Caro professor, venha você também conversar conosco sobre essas possibilidades. Será um imenso prazer, como enfatizamos no início desse artigo, poder partilhar da sua experiência, das suas idéias, das suas conquistas, sonhos e ansiedades, bem como mostrar e oferecer aquilo que propomos: Uma discussão sobre tecnologias na escola.

Wilson Barbosa


- Filósofo Clínico 
- Especialista em Tecnologias na Educação

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Por Wilson Alves

Uma Reflexão para o Professor

Ao trabalharmos com o aluno na sala de aula, devemos estar cientes sempre de que haverá perguntas, questionamentos que definitivamente não teremos respostas. Isso pode acontecer por uma razão muito simples: Não temos resposta para tudo!
Talvez seja para nós professores fácil de compreender isso em tese, mas quando voltamos o olhar à prática, sabemos que as coisas não são tão simples assim. Não raro, vemos professores com dificuldade de abordar determinados assuntos por conta de falta de intimidade com a temática. Um corriqueiro exemplo encontra-se nos famosos “Temas Transversais” que deveria ser responsabilidade de todos os educadores, mas por muitas vezes, pára nas mãos de alguns poucos que se esforçam para fazerem o melhor que podem dentro dos seus limites.
Em se tratando de uso das Tecnologias nas escolas, encontramos situações semelhantes. É fácil encontrar professores que levam os seus alunos ao laboratório e/ou ao uso de outras tecnologias, o difícil é ver diversidade de professores que fazem isso. Ou seja, parece haver dois grupos: o primeiro que ama as tecnologias como ferramenta pedagógica aliada do professor, o segundo que as odeiam. O fato é que as tecnologias como instrumento pedagógico para alguns professores, parece ser a “11ª maravilha do mundo” enquanto que para outros parece ser o início do armagedom.
As expectativas nos levam a buscar na “novidade” aspectos que nos interessam ou por outro lado, nos causa temor. Encontramos professores envolvidos pela ansiedade que vêm de si mesmas aliadas as dos alunos.
Não se trata de certo ou errado na primeira ou na segunda perspectiva sobre a questão. Trata-se antes, de uma leitura genuína de cada pessoa, segundo a sua visão de educação, de vida, de mundo, que por sua vez é merecedora de todo o nosso respeito. Todavia, é importante salientar que o indivíduo está em devir sempre; está em constante alteração de suas perspectivas sobre as situações que se nos apresentam. Somente a experimentação de qualquer prática pedagógica diferente é capaz de produzir novos olhares sobre o mesmo alvo. A partir do momento que o professor se posiciona como também aprendiz ele passa a crescer como profissional e re-descobrir as alegrias de ensinar e de aprender, construindo novos métodos e novas práticas pedagógicas capazes de modificar todo o cenário cultural.
O Núcleo de Tecnologia de Anápolis deixa abertas as suas portas para auxiliar a todos os colegas professores no que lhes parece novo pedagogicamente e que por hábito lhes será comum e íntimo ao interagir: As tecnologias no contexto educacional.

Wilson Barbosa


- Filósofo Clínico 
- Especialista em Tecnologias na Educação

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Por Wilson Alves

EPISTEMOLOGIA & TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO

Epistemologia é um palavra que tem sua origem em um verbo grego chamado episteme. Em sua gênese a palavra episteme quer dizer algo em torno de saber ou conhecimento. Logo, epistemologia quer dizer “estudo do conhecimento ou estudo do saber”.
Partindo da idéia epistemologia, a primeira questão que se anuncia é: o que tem isso a ver com tecnologia?- A resposta, ou a mais aproximada que podemos chegar é que ao passo em que o leitor procura entender a associação entre epistemologia e tecnologia, estará naturalmente exercendo na prática o dado epistemológico, tendo em vista que epistemologia trata-se do modo in loco de como conhecemos as coisas. Forçando um pouco mais a exegese do texto, ao falarmos em epistemologia x tecnologia, cabe ao professor alcançar junto a seu aluno, especialmente quando inserido no ambiente das tecnologias, o modo como ele exercita sua capacidade de aprendizado, como ele administra o processo do conhecimento. Ou seja, como aprende, compreende. Conhece por semelhança e contigüidade? Por analogia? Por observância e repetição? Ele aprende por comparação?- Enfim, vários são os modos de se aprender e conhecer algo. Consoante ao uso das tecnologias não é diferente, assim, é imprescindível ao professor ter sapiciencia, sabedoria, atenção ao modo que o seu aluno desenvolve suas habilidades, sendo no uso do computador, no retroprojetor, nas mídias em geral.
Apesar de que essa observação por parte do professor não alcance uma precisão aritmética, se houver esforço e dedicação, teremos uma espécie de “exatidão por aproximação”, o que já é muito diante da grande demanda de trabalho que é incumbido àqueles que tem a tarefa de intermediar entre a episteme e o aluno. O professor.


Wilson Barbosa


- Filósofo Clínico 
- Especialista em Tecnologias na Educação

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Por Wilson Alves

Navegar ou Naufragar
 
Desde a década de 90, aproximadamente, os centros de tecnologias, os laboratórios de informática, vem sendo uma realidade dentro das escolas públicas brasileiras. De lá para cá, as discussões de se encontrar os melhores mecanismos de ensino/aprendizagem, consoante ao uso das tecnologias, vêm ganhando espaço cada vez maior junto aos pedagogos, técnicos e especialistas em geral. No tocante ao uso do computador, devemos manter cautela em determinados aspectos, sem contudo,coibir o aluno de "mergulhar" em um oceano de informações, a internet.

A atitude do professor, indubitavelmente, deve ser a de fornecer um ambiente que favoreça o máximo possível de informação e aprendizagem à seus alunos e em nenhum momento da história da educação houve tão expressiva oportunidade de informação e aprendizado quanto o momento em que vivemos, a saber, com laboratórios de informática conectados à rede. Na outra ponta da questão, nunca houve riscos tão grande de, ao invés de obter informação e aprendizado navegando pela web, naufragarmo-nos em meio a um "oceano" de onde não se enxerga o porto. Cabe ao professor se preparar, rompendo com velhos paradigmas e propor uma nova forma de cognição, utilizando os recursos de que dispõe, direcionando o processo de ensino/aprendizagem com criatividade, sem abrir mão da ordem; usar de sabedoria e direcionamento, sem deixar a delicadeza de entender a ansiedade do seu aluno que talvez, jamais teve tamanha oportunidade de aprendizado.

Quando os parâmetros do uso da tecnologia são bem definidos, as possibilidades de ensino aumentam. O aluno passa a enxergar um mundo novo que antes por hábito lhe era igual, e o papel do educador para com seu aluno tomará por fim seu lugar devido: um farol pertinho quando for preciso e um farol distante quando for preciso.


Wilson Barbosa


- Filósofo Clínico 
- Especialista em Tecnologias na Educação



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